Jovens Cervejeiros de Santo André estudam instalar fábrica na região

Produtores de Santo André querem ampliar os negócios pelo potencial da cerveja exclusiva e buscam linhas de financiamento

Da panela para a fábrica. Essa foi a evolução da Suméria, cervejaria de Santo André, comandada por três amigos que estudam ampliar o negócio formalizado no início do ano e trazer a produção hoje de Ribeirão Preto para o ABCD. Entre os principais motivadores da futura instalação está a economia no processo logístico e a valorização da marca na Região. Para isso, os empresários buscam recursos que viabilizem o investimento na ordem de R$ 1,5 milhão.

De acordo com Marcelo Ribeiro, um dos sócios da cervejaria, o projeto está sendo elaborado junto à Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) sobre a área disponível dentro das exigências para a fabricação de cerveja. “O processo não emite poluentes e os dejetos são reaproveitados para alimentar gado. O nosso entrave está no território adequado em Santo André, onde preferimos nos localizar pela origem da empresa, mas uma segunda opção é Mauá”, apontou.

O histórico com o município vai além dos tempos informais, quando a gelada era produzida artesanalmente na cozinha dos amigos. O marco principal recebeu o nome de Cambuça, que leva o fruto tradicional da cidade, o cambuci. “Esse é o nosso diferencial para fixar a fábrica, e não apenas o escritório e centro de distribuição em Santo André”, complementou o sócio Sidnei Martins.

A produção atual é de seis mil litros ao mês, sendo três rótulos em distribuição. Até o final deste ano a empresa chega aos 10 mil litros com lançamento de dois novos tipos de cerveja.

O mais recente rótulo, a Olivia IPAlito – referência à personagem do desenho Popeye – corresponde a 65% das vendas. Produzida com lúpulos americanos, a cerveja tem acentuado amargor, coloração alaranjada e teor alcoólico de 5,4%. “É uma cerveja que caiu no gosto dos nossos clientes, mas pretendemos lançar variações, talvez menos amarga para agradar a todos os públicos”, disse Marcelo Bonato, outro sócio da Suméria.

Para ganhar mais visibilidade abriram o bar Ramalhus, na rua das Figueiras, e a distribuição inclui o Interior, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Paraná. A intenção é começar a exportar os produtos nos próximos anos. Os rótulos são vendidos a R$ 15,90 e R$ 17,90.

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